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NATURISMO
"Naturismo é um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática da nudez social, que tem por intenção encorajar o auto respeito, o respeito pelo próximo e o cuidado com o meio ambiente"

(INF-FNI, 1974, Definição de Naturismo)

O naturismo (não confundir com naturalismo) é um conjunto de princípios éticos e comportamentais que preconizam um modo de vida baseado no retorno à natureza como a melhor maneira de viver e defendendo a vida ao ar livre, o consumo de alimentos naturais e a prática do nudismo, entre outras atitudes.

Etimologia da palavra

A palavra naturismo provêm do francês naturisme, que é a doutrina filosófica que se baseia num modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o meio ambiente.

História

Difundido a partir do período de entreguerras em alguns países da Europa, especialmente Alemanha e Países Baixos, o naturismo chegou ao Brasil e se notabilizou pela sua prática mais marcante: o nudismo. Em Portugal foram oficializadas algumas praias para a prática do nudismo no entanto, esta prática acontece de forma livre em muitas outras praias do país de forma mais ou menos generalizada e aceite, em particular em zonas mais afastadas dos restantes banhistas.

Mitologia judaico-cristã e muçulmana

Segundo o relato do Gênesis, “tanto o homem como a mulher estavam nus e não se envergonhavam.” (Gên 2, 25). Mas, logo a seguir, não resistiram à tentação e pecaram. “Abriram-se então os olhos de ambos e reconheceram que estavam nus; coseram folhas de figueira e fizeram cinturões para si.” (Gên 3,7). A iconografia ocidental encarregou-se de ilustrar o contraste entre antes e depois da queda. Antes, Adão e Eva, no esplendor da beleza, viviam nus no paraíso. Depois, constrangidos, procuram ocultar os órgãos genitais. Na interpretação da exegese, oficializada pela Igreja, isso ocorreu devido ao despertar da concupiscência, primeira manifestação da desordem que o pecado introduziu na harmonia da criação. [carece de fontes?]

Idade Antiga

Júpiter, o nu sendo divino

Do século II até o final do IV, os romanos, sem excluir os cristãos[carece de fontes?], banhavam-se comunalmente nus em banhos públicos, com homens e mulheres banhando-se juntos. Na Grécia antiga era comum a prática de esportes ocorrer sem nenhuma peça de roupa. Algum do sentido de pudor que hoje vemos disseminado na sociedade moderna foi essencialmente legado que as religiões nos deixaram ao longo dos tempos.

Tempos modernos

O naturismo moderno surgiu no início do século 20, na Alemanha e França. Na França (especificamente na Ilha do Levante) foi criada pelos irmãos Duvalier uma "Clínica Helioterapêutica" onde se pregava que a nudez ao ar livre com alimentação natural (sem nenhum produto animal, drogas, cigarros e bebidas) e contato com outras pessoas ajudava na cura de todos os males físicos. Na Alemanha, que é tida como verdadeiramente a iniciadora do naturismo, um professor de educação física (Adolf Koch) propôs aos seus alunos que estes deveriam fazer os exercícios ao ar livre e sem roupas. Depois de algum tempo, os jovens deste professor passaram a serem mais corados, ter mais saúde e alegria, as famílias dos mesmos vendo as mudanças inclusive comportamentais dos mesmos resolveram aderir aos exercícios e criaram o que a princípio foi chamado de nudismo [carece de fontes?]. (a alteração de nome só foi feita na década de 50). No ano de 1906, surge nesse mesmo país o primeiro campo oficial para a prática do naturismo. Nessa época, alem dos exercícios ao ar livre em completa nudez, havia também uma grande preocupação com a alimentação, que deveria ser saudável, geralmente baseada no vegetarianismo.

Após a segunda guerra mundial, o naturismo começou a se difundir, não só na Europa, mas também nos Estados Unidos. Hoje são poucos os países que ainda não possuem adeptos do movimento.

Em 1974 a Federação Internacional de Naturismo (INF) definiu os princípios naturistas, que é a definição atual de Naturismo adotada por todas as entidades naturistas do mundo:

“Um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o ambiente.”

"Qual a relação entre nudez coletiva e desenvolvimento do indivíduo?". A resposta dos naturistas está no conceito de "aceitação do corpo", ou seja, na descoberta de que o corpo humano é um todo não havendo partes honrosas e partes indecorosas. Os naturistas, ao conviverem com a nudez do próximo não são chocados nem agredidos pelo corpo e sentem que o respeito é possível mesmo sem artifícios. Entrando em contato com a própria essência e deixando para trás o que é acessório. Para os naturistas somos todos iguais, apesar das diferenças.

Ética naturista

Embora os princípios da ética naturista sejam praticamente universais existem diferenças, a nível de cada país, nas regras definidas pelas Federações nacionais.

No Brasil

O código de ética naturista, aprovado pela Federação Brasileira de Naturismo, reflete e reforça práticas que garantem o bem-estar comum. Contrastando com a atitude aparentemente liberal, demonstrações mais veementes de afeição ou interesse sexual são coibidas.

• I - Falta Grave: As condutas abaixo relacionadas, com grau de intensidade examinado pelos Conselhos Deliberativos dos Clubes, em primeira instância, e pelo Conselho Maior, em segunda e última instância, são motivos para expulsão de seus agentes dos quadros sociais e das áreas naturistas regidas pelas entidades filiadas à Federação.

o I.1. - Ter comportamento sexualmente ostensivo e/ou praticar atos de caráter sexual ou obscenos nas áreas públicas.

o I.2. - Praticar violência física como meio de agressão a outrem.

o I.3. - Utilizar meios fraudulentos para obter vantagem para si ou para terceiros.

o I.4. - Portar ou utilizar drogas tóxicas ilegais.

o I.5. - Causar dano à imagem pública do Naturismo ou das áreas naturistas.

• II - Comportamento inadequado: As condutas abaixo relacionadas, com grau de intensidade e reincidência examinadas pelos Conselhos na forma referida no Item I, constituem motivos para advertência, suspensão e expulsão dos seus agentes dos quadros sociais e das áreas regidas pelas entidades filiadas à Federação.

o II. 1 - Concorrer para a discórdia por intermédio de propostas inconvenientes com conotação sexual.

o II. 2 - Fotografar, gravar ou filmar outros naturistas, sem a permissão dos mesmos.

o II. 3 - Utilizar aparelhos sonoros em volume que possa interferir na tranqüilidade alheia, e ou desrespeitar os horários de silêncio regulamentados.

o II. 4 - Causar constrangimento pela prática de atitudes inadequadas.

o II. 5 - Portar-se de forma desrespeitosa ou discriminatória perante outros naturistas ou visitantes.

o II. 6 - Deixar lixo em locais inadequados.

o II. 7 - Provocar danos à flora e à fauna, ou à imagem do Naturismo.

o II. 8 - Satisfazer necessidades fisiológicas em áreas impróprias, ou exceder-se na ingestão de bebidas alcoólicas, causando constrangimento a outros naturistas.

o II. 9 - Utilizar assentos de uso comum sem a devida proteção higiênica.

o II. 10 - Apresentar-se vestido em locais e horários exclusivos de nudismo, sendo tolerado às mulheres o topless, durante o período menstrual, em determinados locais.

Naturistas cristãos

Os naturistas cristãos são os cristãos que praticam o naturismo ou o nudismo, e são uma parte do movimento naturista/nudista. Crêem que o corpo humano foi a maior criação de Deus, portanto não pode ser vergonhoso nem precisa ser escondido. Naturistas cristãos podem ser encontrados em quase todas as denominações da cristandade, e não encontram nenhum conflito com os ensinos da Bíblia, vivendo as suas vidas e adorando a Deus sem nenhuma roupa. Entretanto a maioria tem vários desacordos com a filosofia da Nova Era e o humanismo que é comum entre os outros naturistas. Isto inclui a rejeição absoluta de todas as formas de adoração à natureza.

Jardim do Éden

Segundo o relato do livro de Gênesis, Adão e Eva moravam no Jardim do Éden como cônjuges. Entretanto comeram a fruta que Deus proibiu, persuadidos pelo diabo na forma de uma serpente. Então os seus olhos foram "abertos" e perceberam que estavam nus. Assim juntaram folhas de figueira para confeccionar roupas primitivas. Mesmo assim, ao perceberem a aproximação de Deus, procuraram esconder-se dele entre as árvores.

• Deus a Adão (com Eva): "Quem te mostrou que estava nu?" (Gênesis 3:11a)

Alguns naturistas cristãos acreditam que foi o diabo, não Deus, quem disse-lhes que estavam nus. Segundo esta linha, o diabo teria escolhido os órgãos sexuais como a área da vergonha porque, ao contrário do Deus, não tem nenhuma habilidade para criar vida. Nem teria sido a vontade de Deus que Adão e Eva usassem roupas, mesmo que pecassem. Ainda assim, Deus não despiu-lhes das suas folhas de figueira; ao invés disso respeitou-lhes o livre-arbítrio e fez-lhes roupas de pele de animais, o que implica num sacrifício de sangue. Entretanto depois da crucificação de Jesus o sacrifício de animais tornou-se desnecessário para a expiação de pecado. Portanto, naturistas cristãos acreditam que não precisamos usar a roupa (exceto em clima frio ou hostil) e a cobiça da carne pode ser evitada por meio do poder de Deus.

Outros naturistas cristãos simplesmente entendem que o que o relato do Gênesis mostra é que Deus, em Sua eterna e perfeita santidade, criou o ser humano nu; e ao analisar Sua criação (o que inclui a nudez humana) declarou que tudo era "muito bom". Foi o ser humano, em seu estado de pecado, cheio de remorso, malícia e culpa quem "inventou" a vergonha do corpo e com ela a "necessidade" de cobri-lo.

Uma terceira linha de raciocínio enxerga o relato do Gênesis como uma alegoria, onde as figuras apresentadas (o primeiro casal, a nudez deles, a árvore de frutos proibidos, a serpente, as vestes de folhas de figueira, as vestes de peles, etc) simbolizam verdades mais profundas que seriam difíceis de expressar na época em que o texto foi produzido. Uma evidência neste sentido é o fato de que a vergonha quanto ao corpo não seja uma característica universal inerente à natureza humana. Assim, o que se nota é que nesta alegoria a nudez representa o estado de inocência enquanto a vergonha representa o pecado.

Citações

• "Se fosse a vontade de Deus que nós vivêssemos nus, teríamos nascido assim." (Mark Twain).[1]

Precursores e divulgadores

No Brasil

• Luz del Fuego

• Celso Rossi

• Paulo Pereira

• Sérgio Oliveira

NATURISMO NO BRASIL

No Brasil, a ideia de viver sem roupa é bem mais antiga do que imagina. Os indígenas, por exemplo, já andavam nus. Isso até 1500, quando chegaram os portugueses. O naturismo brasileiro deveria ser dividido em cinco eras, a saber:

Histórico

Primeiro Ato - Antecedentes

Hábitos semelhantes ao conceito de naturismo atual já eram praticados pelos índios antes da chegada dos europeus. Na época do Descobrimento do Brasil (21 de abril de 1500) os índios nativos andavam nus como haviam feito por séculos. A cultura nativa era de respeito à natureza através do respeito às árvores, aos animais, aos rios e à terra. Eles sabiam que, respeitando estas coisas, as gerações futuras poderiam usufruir da mesma qualidade de vida que tinham. Eles tinham e obtinham o respeito dos outros olhando para o interior das pessoas, o corpo não era importante, mas o espírito era.

Quando o grupo de Pedro Álvares Cabral chegou a costa Brasileira o escrivão Pero Vaz de Caminha escreveu ao Rei de Portugal:

"…Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos, e suas setas…"

"…A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência…"

"…Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam…"

Como podemos ver, os nativos estavam nus e não se envergonhavam disto. Eles eram vigorosos, bonitos, inocentes e, pela lenda popular, não entenderam as razões pela quais os portugueses usavam roupas que cheiravam tão mal debaixo daquele sol

Esta é a origem do naturismo no Brasil.

Segundo Ato - Negação

A segunda era do naturismo no Brasil vai de 1500 até 1945 quando o governo (influenciado pela igreja) tentou acabar totalmente com a cultura indígena, vestindo os índios e tornando-os "civilizados" (ignorando que eles tinham cultura, língua e estilo de vida).

Desta era se destacam histórias como a do alemão Hans Staden em 1550 e seus contatos com os Tupinambás em Santa Catarina e levado para Ubatuba, onde, depois de algum tempo, acaba se tornando um deles.

Mas a cultura nativa não foi totalmente aniquilada. E, informalmente, os brasileiros costumavam nadar nus nos rios, lagos e praias desertas. Dentro de suas casas, as famílias geralmente não usavam roupas. Mas tudo isto não era identificado como naturismo; era simplesmente natural.

Terceiro Ato - Luz del Fuego - Implementação

Com o final da segunda guerra mundial, uma onda de liberdade cobriu todo o mundo. O espírito da democracia no Brasil fez com que surgissem vários novos partidos políticos, e Dora Vivacqua, chamada de Luz del Fuego, uma atriz, criou o "Partido Naturalista Brasileiro" em 7 de setembro de 1949.

Em 20 de novembro de 1954 (apenas um ano depois que a INF foi organizada), Luz del Fuego criou no Rio de Janeiro o "Clube Naturista Brasileiro".

Os registros oficiais do Partido Naturista e do Clube Naturista podem ser encontrados em: "Registro Civil de Pessoas Jurídicas", nos livros A3 e A1. Estes registros equivaliam a algo como o atual CNPJ.

A revista "Freies Leban", no seu número 127, de janeiro de 1966, possui um artigo sobre o Clube Naturista Brasileiro e Luz del Fuego. O correspondente foi Paulo Pereira Silva, um jovem naturista do Rio de Janeiro.

A INF reconheceu oficialmente o grupo naturista brasileiro em 1965, quando publicou no seu Guia Anual uma nota sobre a "Fraternidade Naturista Internacional do Brasil” (FNIB), primeiro nome da Federação Brasileira de Naturismo.

Os estatutos do Partido e do Clube davam a Luz del Fuego o título de Presidente Perpétuo de ambos. Ela fez desta forma para manter o controle ético de ambos.

Os princípios básicos do Partido e do Clube eram: "estimular a pratica do naturismo, sob rígidos princípios morais e de higiene".

Quarto Ato - Repressão e Pausa

Em 1964 uma golpe ocorreu no Brasil e os militares tomaram o poder à força. Todos os partidos políticos foram considerados ilegais e as reuniões públicas eram controladas pelo governo.

Foi criado um governo de extrema direita no Brasil com total proibição de direitos políticos.

O Clube Naturista Brasileiro continuou a existir, mas ninguém tinha coragem de ir lá, por medo de ser considerado contrário ao regime.

Em 1967 Luz del Fuego morreu, assassinada em condições até hoje não esclarecidas.

A FNIB continuou a existir com dois grupos atuantes no Rio de Janeiro e Brasília e outros dois menores em Porto Alegre e Ubatuba. Destaca-se também a participação de Recife e Curitiba.

Os Diretores da FNIB na época foram Daniel de Brito, Paulo Pereira, Osmar Paranhos, Heit e Hans Frillman (da Alemanha).

Eles interromperam as reuniões públicas oficiais, mas mantiveram uma caixa postal para responder quaisquer dúvidas sobre naturismo por carta. Eles também mandavam notas para a "Sun & Health" e "Freires Leban", mas foram descontinuadas por causa do controle político sobre as comunicações.

Em 1972 a Associação Naturista Brasileira (ANB) - Novo nome dado à FNIB -, esteve oficialmente representada em Koversada, Iugoslávia no Congresso Internacional da INF.

Nos meados da década de 1970, grupos clandestinos tomavam banhos e se reuniam em Abricó (Rio de Janeiro-RJ), Olho de Boi (Armação dos Búzios-RJ) e praia de Ubatuba (Ubatuba-SP), mas sempre sem fazer alarme disto, para não chamar atenção.

Quinto Ato - Afirmação e Desenvolvimento

No inicio da década de 1980 o ditadura dava sinais de que estava se dissolvendo e a democracia começou a tomar forças novamente.

Um grupo em Santa Catarina, na cidade de Camboriú, começou a tomar banho sem roupas numa praia deserta e estranha chamada "Praia do Pinho".

Em 1984, a Revista Manchete, a maior revista semanal do Brasil à época, apresentou uma reportagem da então desconhecida Praia do Pinho. A revista fez da notícia sua matéria de capa e toda edição foi vendida rapidamente. Celso Rossi, motivado pela matéria, tomou contato com o local e, em 1986, criou a "Associação Naturista da Praia do Pinho" (atual AAPP) e, junto com Hans Frillmann, a Federação Brasileira de Naturismo" (FBrN) em 1988.

O grupo do Rio de Janeiro também veio à tona, e a Rio-Nat e outros grupos saíram da clandestinidade.

Rapidamente surgiram inúmeros grupos naturistas no Brasil, mas vários deles desapareceram tão rápido quanto surgiram.

Vários naturistas começaram a receber outros naturistas em seus sítios e casas para fazer reuniões naturistas. A política do Brasil estava na direção da liberdade e uma nova constituição havia sido promulgada.

Celso Rossi começou um grande trabalho pelo crescimento do naturismo no Brasil, criando várias associações e áreas naturistas, culminando com a primeira vila naturista da América Latina. Trata-se da Colina do Sol, que conta com casas, restaurante, mercado, academia, camping, hotel e outros.

A Praia de Tambaba foi oficializada rapidamente por lei municipal. A Praia do Abricó no Rio de Janeiro tentou fazer o mesmo e, em 1994 o prefeito do Rio de Janeiro, por recomendação do Secretário Municipal de Meio Ambiente, fez este decreto.

Um advogado começou uma batalha jurídica contra o naturismo no Abricó. Isto levou Pedro Ribeiro e Sergio Oliveira (presidente e vice da associação que controlava o naturismo no Abricó) a começaram uma campanha para que fosse criada uma lei federal sobre o naturismo. Eles escreveram um projeto de lei e pediram ao Fernando Gabeira, que era Deputado Federal (do Partido Verde) que o encaminhasse na Câmara dos Deputados, em Brasília. Este projeto foi chamado de Lei Gabeira e surgiu sob o número 1411, de 1988 (atualmente o número do projeto é PLC 13-2000).

Este projeto criaria as normas para o naturismo no Brasil. a Câmara dos Deputados aprovou este projeto e enviou ao Senado. O projeto encontra-se em trâmite nesta casa.

A batalha jurídica do Abricó terminou em 30 de setembro de 2003 e a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro aprovou uma lei liberando a praia do Abricó aos naturistas. Por jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça a decisão sobre o Abricó é valida para qualquer outra praia brasileira.

A FBrN conta atualmente com cerca de 300 mil naturistas no Brasil, 29 grupos regionais, dez praias oficiais e alguns clubes. O investimento para criar um Resort Naturista no Brasil é bem baixo comparando com os custos em outros países.